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Treino de perna completo com 20 Exercícios para hipertrofia

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  • Última modificação do post:fevereiro 22, 2026

Treino de perna completo não é só sair fazendo leg press até cansar.
Você sabia que as pernas concentram alguns dos maiores músculos do corpo e são responsáveis por um dos maiores gastos calóricos do treino?

Ou seja, quando você treina perna direito, você ativa praticamente metade do corpo.

Um treino realmente completo precisa trabalhar todos os principais grupos musculares: quadríceps, posteriores de coxa, glúteos, adutores e abdutores.

Isso significa combinar exercícios compostos, como agachamento e leg press, com exercícios isolados, como cadeira extensora, mesa flexora e abdutora.

Quando você ignora alguma dessas regiões, cria desequilíbrio muscular, limita sua evolução e aumenta o risco de lesão.

Resumindo, treino de perna completo é aquele que desenvolve força, volume e estabilidade em toda a perna, não só na parte da frente da coxa.

Índice

O que é um treino de perna completo?

Treino de perna completo é aquele que trabalha todos os principais músculos das pernas e do quadril: quadríceps, posteriores de coxa, glúteos, adutores e abdutores.

Não basta fazer só agachamento ou leg press. É preciso combinar exercícios compostos, que constroem força e volume, com movimentos isolados, que garantem estímulo específico em cada região.

Ignorar posteriores, adutores ou abdutores cria desequilíbrio muscular e pode limitar seus resultados.

Na prática, um treino de perna completo tem de 4 a 6 exercícios bem distribuídos para estimular frente, trás e laterais da coxa.

Resumindo: se não trabalha a perna inteira, não é completo.

Músculos da perna: entenda antes de montar seu treino

Antes de montar um treino de perna completo, você precisa saber o que cada músculo faz.

Quadríceps ficam na parte da frente da coxa e estendem o joelho. São os principais responsáveis por movimentos como agachamento, leg press e cadeira extensora.

Posteriores de coxa ficam atrás da perna. Flexionam o joelho e ajudam a estender o quadril. Exercícios como mesa flexora, stiff e levantamento terra são fundamentais para ativá-los bem.

Glúteos são responsáveis pela extensão e estabilidade do quadril. O glúteo máximo gera força em agachamentos profundos e passadas. Já o glúteo médio ajuda na estabilidade da pelve e no equilíbrio.

Adutores ficam na parte interna da coxa. Aproximam as pernas e ajudam a estabilizar o joelho durante agachamentos e saltos.

Abdutores ficam na lateral do quadril. Afastam a perna do corpo e mantêm o quadril estável, principalmente em exercícios unilaterais.

Quando você entende essas funções, fica mais fácil montar um treino equilibrado, combinando exercícios compostos com movimentos isolados para não deixar nenhuma região para trás.

Como montar um treino de perna completo?

Montar um treino de perna completo não é sair escolhendo exercícios aleatórios. Existe uma lógica por trás da ordem, do volume e da frequência. Quando você organiza isso da forma certa, o resultado aparece mais rápido e com menos risco de lesão.

Veja como estruturar da maneira correta:

1. Comece pelos exercícios compostos

A ordem importa.

Sempre inicie pelos exercícios que trabalham mais músculos e exigem mais energia, como agachamento e leg press. Eles permitem usar mais carga e geram maior estímulo muscular.

Depois disso, entre nos isoladores, como cadeira extensora, mesa flexora e abdutora. Eles servem para complementar e garantir que nenhum músculo fique para trás.

Regra simples: músculos grandes e movimentos pesados primeiro. Isolamentos depois.

2. Quantos exercícios fazer?

Depende do seu nível.

Iniciantes: 4 a 5 exercícios na sessão. Combine 1 ou 2 compostos com 2 ou 3 isoladores.

Intermediários: 5 a 7 exercícios. Distribua entre 10 e 15 séries semanais para cada grande grupo muscular da perna.

Avançados: 6 a 8 exercícios. O volume pode chegar a 15 a 20 séries semanais por grupo muscular, desde que a recuperação esteja adequada.

Para hipertrofia, mantenha a maioria das séries entre 6 e 12 repetições. Compostos podem usar cargas mais altas. Isoladores podem ficar em repetições um pouco maiores.

3. Frequência ideal na semana

O ideal é treinar pernas pelo menos duas vezes por semana, dividindo o volume total entre essas sessões.

Exemplo: se você precisa de 12 séries de quadríceps na semana, faça 6 em um dia e 6 em outro.

Entre treinos intensos de perna, mantenha 48 a 72 horas de descanso.

Exercícios de perna para um treino completo

Depois de entender a estrutura, o próximo passo é escolher os exercícios certos.
São eles que vão garantir estímulo equilibrado para toda a perna e transformar seu treino em um treino de perna completo de verdade.

Exercícios para quadríceps

Os quadríceps são responsáveis por estender o joelho e gerar força nos principais movimentos de perna. Em um treino de perna completo, precisam ser trabalhados com exercícios compostos e isoladores.

Veja os principais.

Agachamento livre (back squat)

Músculos ativados: principalmente quadríceps (vasto lateral, medial e reto femoral) e glúteos (máximo e médio), com isquiotibiais e gastrocnêmio atuando na estabilização do joelho.

Execução: barra apoiada nos trapézios, pés na largura dos ombros e levemente para fora; agache levando o quadril para trás e flexionando os joelhos até pelo menos paralelo, mantendo tronco firme e core contraído, e suba estendendo quadris e joelhos ao mesmo tempo, empurrando pelos calcanhares.

Erros comuns: deixar os joelhos avançarem excessivamente sem controle, levantar os calcanhares, curvar ou hiperestender a lombar e encurtar a amplitude fazendo meio movimento.

Recomendação prática: 3–4 séries de 6–12 repetições para hipertrofia, com carga moderada a alta (cerca de 70–80% de 1RM) e descanso de 1–2 minutos; iniciantes podem começar com 3×8 e evoluir para 4×6–12 conforme ganham força.

Leg Press 45°

Músculos ativados: quadríceps como principais, com forte participação dos glúteos e contribuição secundária dos isquiotibiais; apresenta alta ativação de quadríceps, semelhante à cadeira extensora.

Execução: sentado com as costas totalmente apoiadas, pés na largura dos ombros na plataforma; empurre estendendo joelhos e quadris sem travar completamente, depois desça controlando até cerca de 90° de flexão, mantendo lombar e quadril fixos no banco.

Erros comuns: tirar o quadril do banco no final do movimento, descer além do limite perdendo a posição da lombar ou empurrar apenas com a ponta dos pés.

Recomendação prática: 3–4 séries de 8–12 repetições com carga moderada a alta e descanso de 1–2 minutos entre as séries.

Leg press horizontal

Músculos ativados: quadríceps e glúteos como principais, com participação isométrica dos isquiotibiais; ativação semelhante ao leg press 45°.

Execução: sentado ou deitado no aparelho horizontal, pés na largura do quadril no suporte; empurre até quase estender totalmente os joelhos sem travar e retorne controlando até cerca de 90° de flexão.

Erros comuns: arquear a lombar, usar impulso com o quadril ou reduzir a amplitude do movimento.

Recomendação prática: 3 séries de 8–12 repetições com carga moderada, utilizando o exercício como variação para manter alto estímulo nos quadríceps.

Hack machine

Músculos ativados: quadríceps com ênfase nos vastos, além de glúteos e leve participação dos isquiotibiais; por ser guiado, reduz a exigência de estabilização lombar.

Execução: costas e ombros apoiados nas almofadas, pés na largura dos ombros na plataforma; desça controlando até cerca de 90° de flexão dos joelhos e suba empurrando com os calcanhares, estendendo joelhos e quadris.

Erros comuns: curvar a lombar, deixar os joelhos avançarem sem controle ou encurtar a amplitude do movimento.

Recomendação prática: 3 séries de 8–12 repetições com carga moderada a alta, aproveitando a estabilidade da máquina para focar no trabalho de quadríceps.

Cadeira extensora (leg extension)

Músculos ativados: quadríceps de forma isolada (vasto medial, lateral e reto femoral), com mínima participação de outros músculos.

Execução: sentado na máquina, ajuste o rolo nos tornozelos; estenda os joelhos até quase travar, sem hiperestender, e retorne controlando até cerca de 90°, mantendo o tronco firme no encosto.

Erros comuns: arquear a coluna para ajudar no movimento, usar impulso ou reduzir a amplitude sem estender completamente os joelhos.

Recomendação prática: 3 séries de 10–15 repetições com descanso de cerca de 1 minuto, utilizando faixa mais alta por ser exercício isolador.

Sissy squat

Músculos ativados: quadríceps com forte ênfase no reto femoral, com mínima participação de glúteos e isquiotibiais.

Execução: em pé, segurando apoio para equilíbrio, incline o tronco levemente para trás e flexione os joelhos deixando-os avançar, mantendo o corpo alinhado; desça sob controle e retorne estendendo os joelhos até a posição inicial.

Erros comuns: dobrar excessivamente o quadril, perder o controle do tronco ou arquear a lombar durante o movimento.

Recomendação prática: 3 séries de 6–10 repetições, preferencialmente no final do treino de quadríceps, usando amplitude controlada e progressão gradual devido ao alto estresse nos joelhos.

Exercícios para posterior de coxa (Isquiotibiais)

Os exercícios para posterior de coxa (isquiotibiais) são essenciais para desenvolver força, equilíbrio muscular e prevenir lesões. Eles atuam na flexão do joelho e extensão do quadril, sendo fundamentais para melhorar desempenho em agachamentos, corridas e movimentos explosivos.

Mesa flexora (Leg Curl Deitado)

Músculos ativados: isquiotibiais (bíceps femoral, semitendíneo e semimembranáceo), com mínima participação dos glúteos.

Execução: deitado de bruços na máquina, calcanhares sob o rolo; flexione os joelhos puxando em direção aos glúteos, segure a contração no topo e retorne lentamente controlando a descida.

Erros comuns: levantar o quadril do banco, usar impulso ou encurtar a amplitude do movimento.

Recomendação prática: 3 séries de 8–12 repetições, podendo variar até 12–15 para maior estímulo metabólico, com cerca de 1 minuto de descanso entre as séries.

Cadeira flexora (leg curl sentado)

Músculos ativados: isquiotibiais com ênfase no bíceps femoral, devido à posição do quadril flexionado.

Execução: sentado com as costas apoiadas, tornozelos sob os rolos; flexione os joelhos puxando para baixo, contraia no final do movimento e retorne lentamente controlando a subida.

Erros comuns: usar o tronco para gerar impulso ou acelerar demais a fase excêntrica.

Recomendação prática: 3 séries de 8–12 repetições, utilizando o ângulo sentado para variar o estímulo e trabalhar o posterior em maior alongamento.

Stiff (peso morto romeno)

Músculos ativados: glúteos e isquiotibiais como principais, com ação isométrica do eretor da coluna para estabilização; quadríceps atuam pouco.

Execução: em pé com barra ou halteres à frente do corpo, joelhos levemente flexionados; desça levando o quadril para trás até sentir alongamento nos posteriores, mantendo a coluna neutra, e retorne estendendo o quadril e contraindo glúteos.

Erros comuns: dobrar excessivamente os joelhos, curvar a lombar ou descer além do limite perdendo a postura.

Recomendação prática: 3 séries de 6–10 repetições com carga moderada a alta (cerca de 60–80% de 1RM) e descanso de 1–2 minutos entre as séries.

Flexora em pé (unilateral)

Músculos ativados: isquiotibiais de forma unilateral, com ênfase no bíceps femoral e semitendíneo.

Execução: em pé na máquina, encaixe o calcanhar sob o rolo e flexione o joelho levando o pé em direção aos glúteos, mantendo o tronco ereto e retornando de forma controlada.

Erros comuns: inclinar o tronco para gerar impulso ou balançar o corpo durante o movimento.

Recomendação prática: 3 séries de 10–12 repetições por perna, usando carga moderada e foco na contração máxima do posterior.

Flexão nórdica (nordic ham curl)

Músculos ativados: isquiotibiais com forte ênfase no bíceps femoral, especialmente na fase excêntrica.

Execução: ajoelhado com os tornozelos fixos, mantenha o tronco alinhado e desça lentamente inclinando o corpo à frente a partir dos joelhos, resistindo com os posteriores; use as mãos para amortecer no final e retorne controlando o movimento.

Erros comuns: dobrar o quadril durante a descida ou perder o controle descendo rápido demais.

Recomendação prática: 2–3 séries de 6–10 repetições, iniciando com poucas repetições devido à alta exigência e progredindo conforme ganha controle e força excêntrica.

Exercícios para glúteos

Os exercícios para glúteos são fundamentais para gerar força no quadril, melhorar a postura e potencializar o desempenho em movimentos como agachamentos e corridas. Além da estética, glúteos fortes aumentam a estabilidade pélvica e reduzem o risco de lesões em joelhos e lombar.

Elevação pélvica com barra (Hip Thrust)

Músculos ativados: glúteo máximo como principal, com participação moderada de quadríceps e isquiotibiais na estabilização e extensão do quadril.

Execução: parte superior das costas apoiada em banco, barra posicionada sobre o quadril; pés firmes no chão e joelhos flexionados, eleve os quadris empurrando pelos calcanhares até alinhar tronco e coxas, contraindo os glúteos no topo, e retorne controlando a descida.

Erros comuns: arquear excessivamente a lombar, elevar pouco o quadril ou transferir a carga para a região lombar em vez dos glúteos.

Recomendação prática: 3–4 séries de 8–12 repetições, priorizando contração máxima no topo e controle na fase excêntrica para maior estímulo de glúteos.

Máquina glúteo (extensão de quadril na máquina)

Músculos ativados: glúteo máximo como principal, com mínima participação dos isquiotibiais.

Execução: em pé ou ajoelhado na máquina, fixe o pé no apoio ou na polia e estenda o quadril empurrando a perna para trás contra a resistência, mantendo o tronco firme e retornando de forma controlada.

Erros comuns: usar impulso com a lombar ou transformar o movimento em flexão excessiva do joelho em vez de extensão do quadril.

Recomendação prática: 3 séries de 10–15 repetições por perna, utilizando carga moderada e foco na contração máxima dos glúteos.

Afundo (lunge)

Músculos ativados: quadríceps e glúteo máximo como principais, com participação de isquiotibiais, panturrilhas e core para estabilização.

Execução: dê um passo à frente com halteres ou barra, flexione os joelhos até o de trás quase tocar o chão mantendo o tronco ereto, e retorne empurrando com o calcanhar da perna da frente.

Erros comuns: dar passo muito curto ou muito longo, deixar o tronco inclinar ou perder alinhamento do joelho da frente.

Recomendação prática: 3 séries de 10–12 repetições por perna, usando carga moderada e controle total do movimento por ser exercício unilateral.

Passada (walking lunge)

Músculos ativados: quadríceps e glúteo máximo como principais, com participação de isquiotibiais, panturrilhas e estabilização de abdutores e adutores.

Execução: dê um passo à frente e realize o afundo; em vez de retornar, traga a perna de trás à frente continuando o movimento como uma caminhada, mantendo o tronco ereto e controle do equilíbrio.

Erros comuns: perder estabilidade lateral do quadril, encostar o joelho no chão ou acelerar demais os passos.

Recomendação prática: 2–3 séries de 12–15 repetições totais ou caminhada de 10–15 metros, priorizando controle e amplitude completa.

Step-up com halteres

Músculos ativados: glúteo máximo e médio como principais, com forte participação de quadríceps e isquiotibiais.

Execução: em frente a um banco, segure halteres ao lado do corpo, apoie todo o pé na plataforma e suba estendendo a perna até ficar totalmente em cima, descendo de forma controlada e alternando as pernas.

Erros comuns: apoiar apenas a ponta do pé no banco ou inclinar excessivamente o tronco para frente.

Recomendação prática: 3 séries de 8–10 repetições por perna, utilizando carga moderada e controlando a fase excêntrica para maior ativação de glúteos.

Elevação de quadril na polia (extensão de quadril em pé)

Músculos ativados: glúteo máximo como principal, com participação dos isquiotibiais como sinergistas.

Execução: com tornozeleira presa à polia baixa, segure em um apoio e estenda a perna para trás contra a resistência, mantendo o tronco estável e retornando de forma controlada.

Erros comuns: inclinar o tronco para frente ou usar impulso lateral para mover a carga.

Recomendação prática: 3 séries de 12–15 repetições por perna, utilizando repetições mais altas e foco na contração máxima dos glúteos.

Exercícios para adutores e abdutores

Os exercícios para adutores e abdutores fortalecem a parte interna e externa das coxas, melhorando a estabilidade do quadril e do joelho. Trabalhá-los é essencial para equilíbrio muscular, prevenção de lesões e melhor desempenho em movimentos como agachamentos, passadas e corridas.

Cadeira abdutora

Músculos ativados: abdutores do quadril, principalmente glúteo médio, glúteo mínimo e tensor da fáscia lata, responsáveis pela estabilidade lateral da pelve.

Execução: sentado na máquina com as coxas apoiadas, afaste as pernas contra a resistência controlando o movimento e retorne lentamente à posição inicial.

Erros comuns: executar de forma explosiva sem controle ou curvar a coluna durante o exercício.

Recomendação prática: 3 séries de 12–15 repetições, utilizando repetições mais altas para melhor estímulo dos abdutores.

Cadeira adutora

Músculos ativados: adutores do quadril (adutor longo, curto, magno, pectíneo e grácil), responsáveis pela aproximação das pernas e estabilização medial do joelho e da pelve.

Execução: sentado na máquina com as pernas apoiadas e abertas, feche as coxas contra a resistência trazendo-as ao centro e retorne lentamente controlando a abertura.

Erros comuns: arquear a lombar ou usar impulso para vencer a carga.

Recomendação prática: 3 séries de 12–15 repetições, utilizando controle total do movimento por ser exercício isolador.

Cossack squat

Músculos ativados: quadríceps e glúteos da perna de apoio, com forte participação dos adutores e estabilização dos abdutores na perna estendida.

Execução: com pernas bem afastadas e pés levemente para fora, desça para um lado flexionando profundamente um joelho enquanto mantém a outra perna estendida lateralmente, e retorne à posição inicial alternando os lados.

Erros comuns: não descer o suficiente na perna de apoio ou deixar o pé da perna estendida perder estabilidade.

Recomendação prática: 3 séries de 6–8 repetições por lado, mantendo amplitude máxima e controle do movimento para trabalhar força e mobilidade.

Ficha de treino de pernas (modelo para Academia)

A seguir, um exemplo de treino de pernas “completo” na academia, com ênfase em todos os grupos musculares. Ajuste cargas de acordo com seu nível e descanse 1-2 minutos entre as séries dos compostos (agachamento, stiff) e 30-60s nos isoladores.

ExercícioSériesRepetições
Agachamento Livre46–8
Stiff (RDL)38–10
Leg Press 45°310–12
Mesa Flexora Deitado310–12
Cadeira Extensora310–12
Elevação Pélvica (Hip Thrust)38–12
Cadeira Adutora312–15
Cadeira Abdutora312–15

Esse é apenas um modelo. Outros formatos possíveis incluem dividir em dois dias, por exemplo, dia A com ênfase em quadríceps e dia B focado em posterior e glúteos, ou alternar exercícios, como substituir o stiff por mesa flexora ou o afundo por passada. O importante é cobrir todos os grupos musculares com volume adequado.

Treino de perna feminino e masculino — O que realmente muda?

Biologicamente, homens e mulheres treinam os mesmos músculos de perna, mas há diferenças em ênfase e volume práticas:

Prioridade muscular

Homens e mulheres treinam os mesmos músculos: quadríceps, posteriores, glúteos, adutores e abdutores.

O que costuma mudar é a ênfase.

  • Muitas mulheres priorizam mais glúteos por objetivo estético e também por características estruturais do quadril. Por isso, costumam incluir mais hip thrust, avanço, búlgaro e variações com foco em extensão de quadril.
  • Muitos homens dão mais foco aos quadríceps e força geral, usando mais variações de agachamento pesado, hack machine e leg press com cargas altas.

Mas do ponto de vista técnico, ambos devem treinar quadríceps e glúteos com o mesmo cuidado. Ignorar posterior ou adutores é erro para qualquer sexo.

Volume de treino

Em média, homens possuem maior massa muscular e força absoluta nas pernas. Estudos mostram que mulheres apresentam cerca de 60–80% da força de membros inferiores em comparação aos homens.

Na prática, isso significa:

  • Homens tendem a usar cargas maiores.
  • Podem tolerar um pouco mais de volume por sessão.
  • Mulheres, em muitos casos, apresentam recuperação ligeiramente mais rápida entre séries.

Mas as diretrizes gerais são as mesmas: algo em torno de 10 a 20 séries semanais por grupo muscular, ajustando conforme evolução e recuperação.

Não é porque é mulher que precisa fazer 30 séries de glúteo. E não é porque é homem que precisa treinar até desmontar o joelho.

Frequência

Tanto homens quanto mulheres se beneficiam de treinar pernas 2 a 3 vezes por semana.

Treinar todo dia não é necessário para nenhum dos dois. Crescimento acontece com estímulo + recuperação. Sem recuperação, não há progresso.

Questão hormonal

Homens têm níveis mais altos de testosterona, o que favorece maior velocidade de ganho de massa muscular.

Isso impacta principalmente na velocidade de evolução e nas cargas utilizadas — não na estrutura do treino.

As recomendações de séries, repetições e divisão continuam praticamente iguais.

Resumo direto

Homens e mulheres treinam pernas da mesma forma.

O que muda é:

  • Ênfase conforme objetivo.
  • Carga utilizada.
  • Ajustes individuais de volume e recuperação.

No fim das contas, fisiologia básica não muda. O que muda é estratégia. E estratégia sempre deve seguir objetivo, não gênero.

Como ganhar massa muscular rápido nas pernas e glúteos?

Para maximizar hipertrofia em pernas e glúteos de forma eficiente, foque em 5 pilares:

1. Sobrecarga progressiva

Sem progressão, não existe crescimento.

De acordo com a American College of Sports Medicine (ACSM), quando você ultrapassa a faixa alvo de repetições em 1–2 reps, deve aumentar a carga entre 2% e 10%.

Exemplo simples:
Planejou 10 repetições e fez 12 com boa execução? Está leve. Sobe o peso.

Se o treino não está ficando mais difícil com o tempo, seu corpo não tem motivo para crescer.

2. Volume semanal adequado

Para hipertrofia, a literatura aponta algo em torno de 10 ou mais séries semanais por grupo muscular.

Exemplo prático na semana:

  • 4 séries de agachamento
  • 3 séries de leg press
  • 3 séries de stiff

Pronto. Já bateu 10 séries relevantes para quadríceps e glúteos.

O ideal é dividir esse volume em 2 a 3 sessões semanais. Treinar tudo em um único dia e depois sumir 7 dias não é a melhor estratégia.

3. Intensidade apropriada

Treine pesado. Mas com inteligência.

A maioria das séries pode ficar na faixa de 8–12 repetições (aproximadamente 60–80% de 1RM), zona clássica de hipertrofia, como amplamente discutido em pesquisas lideradas por Brad Schoenfeld.

Também vale incluir:

  • Séries mais pesadas (4–6 reps) para força.
  • Séries mais altas (12–15+ reps) para estresse metabólico.

Regra prática: termine cada série com 1–2 repetições “na reserva”. Nem muito longe da falha, nem destruindo a técnica.

4. Nutrição adequada

Sem superávit calórico leve, não há construção muscular consistente.

Diretriz prática:

  • Proteína entre 1,6 e 2,2 g por kg de peso corporal por dia.
  • Calorias levemente acima do gasto diário.

Treino é o gatilho. Comida é o material de construção. Sem tijolo, não tem casa.

5. Recuperação e sono

Músculo cresce no descanso.

  • 7 a 9 horas de sono por noite.
  • 48–72 horas antes de treinar pernas pesado novamente.
  • Controle de estresse.

Treinar pesado todo dia perna não acelera ganho. Só acelera estagnação.

Perguntas frequentes sobre treino de perna

O treino de perna sempre gera dúvidas: qual exercício é melhor, quantas vezes por semana treinar, qual a ordem ideal e como acelerar resultados. Abaixo, você confere respostas diretas e práticas para aplicar no seu treino sem enrolação.

Qual o melhor treino para pernas?

Não existe um único melhor treino, mas sim uma boa combinação de exercícios que cubra todos os músculos da perna. O ideal é incluir pelo menos dois exercícios compostos, como agachamento e stiff ou leg press e afundo, e complementar com dois ou três isoladores, como extensora e flexora. Seguir algo entre 3–4 séries de 6–12 repetições por exercício, como recomenda a American College of Sports Medicine, já cria uma base sólida para hipertrofia.

Qual a sequência de treino de pernas?

A ordem mais eficiente é começar pelos exercícios compostos e mais pesados, como agachamento, leg press ou stiff, e depois finalizar com os isoladores, como extensora, flexora, abdutora ou adutora. Assim você usa sua energia máxima nos movimentos que mais estimulam massa muscular e deixa o trabalho específico para o final.

Pode fazer agachamento todos os dias?

Não é indicado treinar agachamento pesado todos os dias porque os músculos e o sistema nervoso precisam de recuperação. A American College of Sports Medicine recomenda treinar cada grupo muscular de 2 a 3 vezes por semana, respeitando pelo menos 48 horas de descanso entre sessões intensas de perna.

Quais os 4 melhores exercícios para quadríceps?

Os quatro mais eficientes são agachamento livre, leg press, hack machine e cadeira extensora. Os três primeiros trabalham vários músculos, mas com forte foco nos quadríceps, enquanto a extensora isola e aumenta o volume específico. Juntos, eles já garantem estímulo completo para crescimento da parte frontal da coxa.

Conclusão

Um treino de perna completo constrói força, melhora o equilíbrio muscular e acelera a hipertrofia quando é bem estruturado. Ele precisa envolver quadríceps, posteriores, glúteos e também adutores e abdutores, sem deixar “ponto fraco” para trás.

A base deve começar pelos exercícios compostos, como agachamento, leg press e stiff, e depois avançar para os isoladores, como extensora, flexora e máquinas de adução e abdução. Trabalhar na faixa de 3–4 séries de 6–12 repetições já atende bem às diretrizes da American College of Sports Medicine para ganho de massa muscular.

Treine pernas pelo menos 2 vezes por semana, acumulando algo em torno de 10 ou mais séries semanais por grupo muscular. Progrida carga sempre que atingir a faixa de repetições com conforto técnico. Se está fácil demais, não está estimulando o suficiente.

E nada disso funciona sem alimentação adequada e descanso. Treino é estímulo. Crescimento acontece quando você recupera.

Seguindo esses princípios simples e comprovados, você constrói pernas fortes, proporcionais e com evolução real no longo prazo.

Referências científicas utilizadas

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