O treino de peito é um dos pilares da musculação tradicional. Peito grande, forte e bem desenvolvido não vem de moda nova, vem de exercícios básicos bem feitos, volume suficiente e progressão de carga ao longo do tempo.
Neste guia, você vai entender a musculatura do peitoral, como aquecer corretamente, quais são os 7 melhores exercícios para peito segundo a ciência e, no final, um treino de peito completo para hipertrofia, pronto para aplicar.
Índice
Musculatura do peitoral

Para um treino de peito funcionar de verdade, é preciso entender que o peitoral não é um músculo único. Ele é formado por estruturas diferentes, que respondem a ângulos e exercícios distintos. É por isso que mudar o ângulo do supino ou usar cabos altera o estímulo no peito.
Na prática, exercícios retos recrutam mais o centro do peitoral, variações inclinadas aumentam a participação da parte superior, e movimentos de adução (como crucifixos e crossover) mantêm tensão contínua no músculo. Conhecer essa lógica evita treinos mal distribuídos e melhora tanto o resultado estético quanto a eficiência do treino.
Abaixo estão os principais músculos do peitoral e o papel de cada um no treino.
Peitoral maior
O peitoral maior é o principal músculo do peito e o maior responsável pelo volume e aparência estética. Ele atua principalmente na adução horizontal e flexão do ombro, movimentos típicos de exercícios de empurrar.
É o músculo mais ativado em variações de supino, crucifixos e flexões. Estudos de eletromiografia mostram alta ativação do peitoral maior no supino reto e inclinado quando o movimento é feito com boa amplitude e controle.
Peitoral menor
O peitoral menor fica abaixo do peitoral maior e tem função mais estabilizadora. Ele atua na movimentação da escápula, ajudando na postura e na mecânica do ombro.
Apesar de não ser um músculo com foco estético direto, ele é fundamental para saúde do ombro e desempenho nos exercícios de peito.
Serrátil anterior
O serrátil anterior auxilia na estabilização e protração da escápula. Ele entra em ação principalmente em exercícios como flexões e movimentos que exigem controle escapular.
Um serrátil forte ajuda a manter o ombro saudável e melhora a eficiência do treino de peito.
Aquecimento para treino de Peito

Aquecimento não é frescura, é seguro e inteligente.
A ACSM recomenda:
- 5 a 10 minutos de atividade leve a moderada
- Séries específicas com carga reduzida do exercício principal
Exemplo prático de aquecimento:
- 1–2 séries de supino reto
- 40–50% da carga de trabalho
- 12–15 repetições, movimento controlado
Isso melhora o desempenho, reduz risco de lesão e prepara articulações e músculos para cargas mais altas.
Os 7 melhores exercícios para peito
Existem muitos exercícios para peito, mas poucos realmente entregam resultado. A lista abaixo reúne os movimentos mais usados e eficientes para desenvolver o peitoral de forma completa, cobrindo diferentes regiões do músculo e permitindo progressão ao longo do tempo.
A seguir, veja os 7 exercícios que formam a base de um treino de peito completo.
Supino Reto

- Músculos ativados: Peitoral maior, deltoide anterior e tríceps.
- Execução: Deitado no banco, pés firmes no chão, escápulas retraídas. A barra desce até a linha média do peito e sobe em movimento controlado.
- Erros comuns: Arquear demais a lombar, descer rápido demais, encurtar a amplitude.
- Recomendação prática: 3–5 séries de 6–12 repetições para hipertrofia.
Supino Inclinado

- Músculos ativados: Porção superior do peitoral maior, ombros e tríceps.
- Execução: Banco inclinado entre 30° e 45°. Movimento igual ao supino reto, com controle total.
- Erros comuns: Inclinação excessiva (vira treino de ombro).
- Recomendação prática: Excelente para desenvolver o peitoral superior.
Supino Declinado

- Músculos ativados: Porção inferior do peitoral maior.
- Execução: Banco declinado, barra descendo até o peito inferior.
- Erros comuns: Amplitude incompleta e falta de controle.
- Recomendação prática: Ótima variação para estímulo diferente no peito.
Voador Frontal (Peck Deck)

- Músculos ativados: Peitoral maior.
- Execução: Braços semiflexionados, fechando à frente do corpo com controle.
- Erros comuns: Carga excessiva e movimento curto.
- Recomendação prática: Ideal para isolamento e foco no músculo.
Crossover

- Músculos ativados: Peitoral maior.
- Execução: Cabos puxados em direção ao centro do corpo, mantendo tensão contínua.
- Erros comuns: Relaxar no final do movimento.
- Recomendação prática: Excelente para controle de tensão e conexão mente-músculo.
Crucifixo com Halteres

- Músculos ativados: Peitoral maior.
- Execução: Movimento em arco, halteres descendo lateralmente com leve flexão dos cotovelos.
- Erros comuns: Excesso de carga e alongamento exagerado.
- Recomendação prática: Use cargas moderadas e foque na execução.
Flexão de Braço

- Músculos ativados: Peitoral maior, tríceps e core.
- Execução: Corpo alinhado, descida controlada até próximo ao chão.
- Erros comuns: Quadril caído ou elevado demais.
- Recomendação prática:Excelente exercício com peso corporal e fácil de progredir.
Treino de Peito Completo (Hipertrofia)

A seguir está um treino de peito completo focado em hipertrofia, com exercícios, séries, repetições e descansos organizados para estimular o peitoral de forma eficiente. A proposta é simples: usar os principais movimentos para peito, distribuir bem o volume e facilitar a progressão de carga ao longo das semanas.
| Exercício | Séries | Repetições |
|---|---|---|
| Supino reto | 4 | 6–10 |
| Supino inclinado | 3 | 8–12 |
| Supino declinado | 3 | 8–12 |
| Crossover | 3 | 10–15 |
| Crucifixo com halteres | 3 | 10–15 |
| Flexão de braço | 2 | Até a falha |
Observações práticas
- Volume total: 18 séries, dentro da faixa recomendada pela ACSM para hipertrofia (10–20 séries semanais).
- Exercícios compostos no início do treino garantem maior tensão mecânica.
- Isoladores no final aumentam estresse metabólico, completando o estímulo.
- Descansos mais longos nos supinos permitem usar cargas mais altas.
- Progressão simples: aumente carga ou repetições toda semana.
Conclusão
Um treino de peito completo não precisa ser complicado. Ele precisa ser bem estruturado, respeitar volume, execução e progressão.
Supinos, crucifixos e variações sempre foram a base do desenvolvimento peitoral, e continuam sendo. A ciência moderna só confirmou o que a musculação raiz já sabia.
Treine pesado, com técnica, e deixe o tempo fazer o resto.
